Alergia à Poeira e Ácaros em Crianças: sintomas, diagnóstico e tratamento

Alergia à Poeira e Ácaros em Crianças: sintomas, diagnóstico e tratamento

29 de junho 2026

A alergia à poeira e aos ácaros em crianças pode provocar crises frequentes de espirros, coceira no nariz, coriza, congestão nasal, tosse e irritação nos olhos. Os sintomas costumam aparecer durante todo o ano e podem ficar mais intensos dentro de casa, especialmente no quarto.

Na maioria das vezes, a chamada alergia à poeira está relacionada aos ácaros e às partículas produzidas por eles. Esses organismos microscópicos vivem principalmente em colchões, travesseiros, roupas de cama, tapetes, cortinas e objetos que acumulam poeira.

Além da rinite alérgica, a exposição aos ácaros pode agravar sintomas de asma, conjuntivite alérgica e dermatite atópica em crianças sensibilizadas.

Neste artigo, a Dra. Lara Novaes, médica Pediatra, Alergista e Imunologista, explica quais são os sintomas da alergia aos ácaros, como o diagnóstico é realizado e quais cuidados ajudam a controlar a exposição dentro de casa.

O que é alergia à poeira?

A poeira doméstica é formada por diferentes partículas, como fibras de tecidos, resíduos da pele, fragmentos de insetos, pelos de animais, fungos, pólens e partículas produzidas pelos ácaros.

Por isso, a criança não costuma ser alérgica à poeira como uma única substância. A reação pode ser provocada por um ou mais componentes presentes nela.

Os ácaros estão entre os principais responsáveis pelas alergias respiratórias dentro de casa. Quando a criança sensibilizada entra em contato com as proteínas desses organismos, o sistema imunológico desencadeia uma resposta inflamatória.

Essa reação pode atingir o nariz, os olhos, os brônquios e, em alguns casos, a pele.

O que são ácaros?

Os ácaros são organismos microscópicos que não podem ser vistos a olho nu. Eles se alimentam principalmente de fragmentos de pele humana e encontram condições favoráveis em ambientes quentes e úmidos.

Os locais com maior concentração costumam ser:

  • Colchões
  • Travesseiros
  • Cobertores e edredons
  • Sofás estofados
  • Tapetes e carpetes
  • Cortinas de tecido
  • Almofadas
  • Bichos de pelúcia
  • Objetos que acumulam poeira

O quarto merece atenção especial porque a criança passa várias horas em contato próximo com o colchão, o travesseiro e a roupa de cama.

Os ácaros não picam e não transmitem doenças. O problema está nas partículas e proteínas que podem provocar sintomas em pessoas alérgicas.

Quais são os sintomas da alergia à poeira e aos ácaros?

Os sintomas podem variar de acordo com a região do organismo afetada e a sensibilidade de cada criança.

Sintomas no nariz

As manifestações mais comuns são:

  • Crises de espirros
  • Coceira no nariz
  • Coriza transparente
  • Nariz entupido
  • Respiração pela boca
  • Coceira na garganta
  • Pigarro
  • Sensação de secreção escorrendo pela garganta

A congestão nasal persistente pode prejudicar o sono, causar roncos e dificultar a concentração durante o dia.

Sintomas nos olhos

Quando os olhos também são afetados, a criança pode apresentar:

  • Coceira intensa
  • Vermelhidão
  • Lacrimejamento
  • Sensação de areia nos olhos
  • Inchaço nas pálpebras

Coçar os olhos com frequência pode aumentar a irritação e causar lesões na região.

Sintomas respiratórios

Em crianças com asma ou hiperreatividade das vias respiratórias, os ácaros podem desencadear:

  • Tosse frequente
  • Tosse durante a noite
  • Chiado no peito
  • Falta de ar
  • Cansaço durante atividades físicas
  • Sensação de aperto no peito

Sintomas respiratórios recorrentes precisam ser avaliados, principalmente quando interrompem o sono ou limitam as brincadeiras e os exercícios.

Sintomas na pele

Em algumas crianças com dermatite atópica, a exposição aos ácaros pode contribuir para:

  • Coceira
  • Vermelhidão
  • Ressecamento
  • Piora das lesões de dermatite

Entretanto, a dermatite possui diferentes fatores desencadeantes, e o papel dos ácaros deve ser avaliado individualmente.

Quando os sintomas costumam piorar?

A alergia aos ácaros pode causar sintomas durante todo o ano, porque a exposição ocorre principalmente dentro de ambientes fechados.

As crises podem ficar mais evidentes:

  • Ao acordar
  • Durante a noite
  • Ao arrumar a cama
  • Durante a limpeza da casa
  • Ao entrar em locais fechados há muito tempo
  • Ao manusear cobertores, tapetes ou bichos de pelúcia
  • Em ambientes úmidos e pouco ventilados
  • Durante períodos em que a criança passa mais tempo dentro de casa

A relação entre os sintomas e determinados ambientes pode ajudar o alergista durante a investigação.

Alergia à poeira causa febre?

A alergia à poeira e aos ácaros não costuma causar febre.

Febre, dores no corpo, cansaço intenso e secreção nasal mais espessa podem indicar uma infecção viral ou bacteriana. Entretanto, a aparência da secreção, isoladamente, não é suficiente para identificar a causa.

Crianças com rinite alérgica também podem apresentar infecções respiratórias. Quando houver dúvida, piora do estado geral ou sintomas persistentes, é importante procurar avaliação médica.

Como diferenciar alergia à poeira de resfriado?

A rinite alérgica e o resfriado podem provocar espirros, coriza e congestão nasal, mas algumas características ajudam na diferenciação.

Na alergia, são mais frequentes:

  • Coceira no nariz e nos olhos
  • Crises repetidas de espirros
  • Coriza clara
  • Sintomas recorrentes
  • Piora ao entrar em contato com poeira
  • Ausência de febre
  • Persistência por semanas ou meses

No resfriado, podem aparecer:

  • Febre
  • Dor de garganta
  • Mal-estar
  • Dores no corpo
  • Redução do apetite
  • Sintomas que melhoram em alguns dias

A criança pode ter alergia e resfriado ao mesmo tempo. Por isso, episódios frequentes ou prolongados devem ser avaliados pelo pediatra ou alergista.

Qual é a relação entre ácaros e rinite alérgica?

Os ácaros estão entre os principais desencadeantes da rinite alérgica. Ao entrar em contato com suas partículas, a mucosa do nariz fica inflamada e passa a reagir com espirros, coceira, coriza e obstrução nasal.

Quando a rinite não está controlada, a criança pode apresentar:

  • Sono agitado
  • Roncos
  • Respiração pela boca
  • Cansaço durante o dia
  • Irritabilidade
  • Dificuldade de concentração
  • Redução do rendimento escolar
  • Infecções respiratórias confundidas com crises alérgicas

O tratamento adequado pode reduzir os sintomas e melhorar o sono e a qualidade de vida.

Qual é a relação entre ácaros e asma?

Em crianças sensibilizadas, a exposição aos ácaros pode desencadear ou piorar crises de asma.

A inflamação das vias respiratórias pode causar tosse, chiado no peito, falta de ar e limitação para atividades físicas.

Algumas crianças apresentam apenas tosse noturna ou tosse durante exercícios, sem um chiado facilmente percebido pelos responsáveis.

Quando a criança possui rinite e asma, as duas condições devem ser tratadas. O controle dos sintomas nasais também faz parte do cuidado com a saúde respiratória.

Como é feito o diagnóstico da alergia aos ácaros?

O diagnóstico começa com uma avaliação detalhada do histórico da criança.

O alergista investiga:

  • Quais sintomas estão presentes
  • Quando os sintomas começaram
  • Em quais locais eles pioram
  • Se as crises são mais frequentes ao acordar ou durante a noite
  • Se há piora durante a limpeza
  • Se a criança possui rinite, asma ou dermatite atópica
  • Como é o quarto e o ambiente doméstico
  • Se existem animais, tapetes, cortinas ou sinais de umidade
  • Quais tratamentos já foram utilizados

A associação entre os sintomas, o exame clínico e os testes alérgicos permite identificar se os ácaros possuem relevância no quadro da criança.

Existe teste para alergia à poeira e aos ácaros?

Sim. Quando indicado, o alergista pode solicitar testes para investigar a sensibilização aos ácaros e a outros alérgenos presentes no ambiente.

Teste cutâneo de leitura imediata

Também chamado de prick test, é realizado por meio da aplicação de pequenas quantidades de alérgenos na pele.

O teste pode avaliar a sensibilização a ácaros, fungos, pólens, epitélios de animais e outros agentes suspeitos.

O resultado é observado após alguns minutos e precisa ser interpretado em conjunto com os sintomas da criança.

Dosagem de IgE específica

O exame de sangue mede anticorpos IgE relacionados a determinados alérgenos.

Ele pode ser utilizado quando o teste cutâneo não é indicado ou quando o médico precisa complementar a investigação.

Um resultado positivo indica sensibilização, mas não confirma sozinho que o alérgeno seja responsável pelos sintomas. A interpretação deve considerar o histórico clínico e o padrão das crises.

Crianças pequenas podem fazer teste alérgico?

Os testes alérgicos podem ser realizados em crianças quando existe indicação médica. Não há necessidade de esperar a criança atingir uma idade específica para iniciar a investigação.

A decisão depende dos sintomas, do histórico e da possibilidade de o resultado contribuir para o diagnóstico e o tratamento.

O alergista escolhe o método mais adequado para cada caso e orienta se algum medicamento precisa ser suspenso antes do exame.

Como reduzir os ácaros no quarto da criança?

Não é possível eliminar completamente os ácaros da casa, mas algumas medidas podem reduzir a exposição.

O quarto deve ser o principal foco do controle ambiental.

Entre os cuidados recomendados estão:

  • Usar capas impermeáveis a ácaros no colchão e nos travesseiros
  • Lavar lençóis e fronhas semanalmente
  • Manter o ambiente ventilado e sem excesso de umidade
  • Retirar tapetes e carpetes, quando possível
  • Preferir cortinas de fácil limpeza
  • Evitar acúmulo de livros, caixas e objetos próximos à cama
  • Reduzir o número de bichos de pelúcia
  • Escolher brinquedos que possam ser lavados
  • Limpar móveis e superfícies com pano úmido
  • Evitar espanadores e vassouras que espalhem a poeira
  • Aspirar o ambiente regularmente
  • Dar preferência a aspiradores com filtro adequado, como o filtro HEPA
  • Evitar que a criança permaneça no quarto durante a limpeza

As medidas devem ser adaptadas à realidade de cada família. Mudanças simples e consistentes costumam ser mais úteis do que reformas difíceis de manter.

É preciso retirar todos os bichos de pelúcia?

Nem sempre é necessário retirar todos, mas o excesso de bichos de pelúcia no quarto pode aumentar o acúmulo de poeira.

A família pode manter uma quantidade menor e escolher brinquedos que possam ser lavados regularmente.

Quando a criança possui sintomas intensos e passa a noite em contato com os brinquedos, pode ser necessário retirá-los da cama e armazená-los em um local fechado.

A necessidade dessas medidas deve ser avaliada conforme a intensidade dos sintomas e a sensibilização identificada nos exames.

Ventilador e ar-condicionado pioram a alergia?

O ventilador pode movimentar partículas acumuladas no ambiente quando o quarto está empoeirado ou o aparelho não recebe limpeza frequente.

O ar-condicionado não causa alergia aos ácaros, mas filtros sujos podem acumular poeira e outros agentes irritantes. Além disso, temperaturas muito baixas e ar excessivamente seco podem causar desconforto em algumas crianças.

Para reduzir problemas:

  • Limpe o ventilador regularmente
  • Higienize os filtros do ar-condicionado conforme a orientação do fabricante
  • Evite direcionar o fluxo de ar diretamente para o rosto da criança
  • Mantenha o quarto limpo e ventilado
  • Evite excesso de umidade

O uso desses equipamentos deve considerar o conforto da criança e as condições do ambiente.

Como é feito o tratamento da alergia à poeira e aos ácaros?

O tratamento depende dos sintomas apresentados e das doenças associadas, como rinite, asma, conjuntivite alérgica ou dermatite atópica.

Ele pode envolver:

  • Controle da exposição aos ácaros
  • Lavagem nasal com solução salina
  • Medicamentos antialérgicos
  • Corticoides nasais
  • Colírios específicos para alergia ocular
  • Medicamentos inalatórios para controle da asma
  • Cuidados com a barreira da pele
  • Imunoterapia com alérgenos em casos selecionados

A escolha do medicamento deve considerar a idade da criança, a intensidade dos sintomas e a frequência das crises.

Medicamentos não devem ser iniciados, interrompidos ou utilizados por longos períodos sem orientação médica.

Lavagem nasal ajuda na alergia à poeira?

A lavagem nasal com solução salina pode ajudar a remover secreções e partículas presentes na mucosa do nariz.

Ela também pode reduzir a congestão e complementar o tratamento da rinite alérgica.

A técnica, o volume e a frequência devem ser adequados à idade da criança. O médico pode orientar a forma mais segura de realizar a lavagem em casa.

A solução salina auxilia no controle dos sintomas, mas não substitui outros medicamentos quando eles são necessários.

Quando a vacina para alergia pode ser indicada?

A imunoterapia com alérgenos, conhecida como vacina para alergia, pode ser considerada quando existe sensibilização confirmada aos ácaros e os sintomas possuem relação com essa exposição.

Ela pode ser indicada em crianças com rinite alérgica, conjuntivite alérgica ou asma controlada, de acordo com a avaliação do especialista.

O tratamento utiliza quantidades controladas do alérgeno com o objetivo de modificar a resposta do sistema imunológico e reduzir os sintomas ao longo do tempo.

A imunoterapia pode ser administrada por via subcutânea ou sublingual, conforme o produto disponível, a indicação médica e as características do paciente.

Esse tratamento não é indicado para todas as crianças. A decisão deve considerar:

  • Intensidade e frequência dos sintomas
  • Resultado dos testes alérgicos
  • Resposta aos medicamentos
  • Presença de asma
  • Capacidade de seguir o tratamento
  • Riscos e benefícios para a criança

A imunoterapia deve ser prescrita e acompanhada por um alergista.

A alergia aos ácaros tem cura?

A sensibilidade aos ácaros pode persistir ao longo da vida, mas os sintomas podem ser controlados.

O controle ambiental, o uso correto dos medicamentos e, em casos selecionados, a imunoterapia podem reduzir significativamente a frequência e a intensidade das crises.

O acompanhamento médico permite ajustar o tratamento conforme a criança cresce e observar a evolução da rinite, da asma e de outras manifestações alérgicas.

Quando procurar um alergista?

A avaliação especializada pode ser indicada quando a criança apresenta:

  • Espirros, coceira ou coriza com frequência
  • Nariz entupido por várias semanas
  • Sintomas que pioram dentro do quarto
  • Tosse recorrente durante a noite
  • Chiado no peito ou falta de ar
  • Irritação frequente nos olhos
  • Roncos e respiração pela boca
  • Sono agitado
  • Necessidade frequente de medicamentos
  • Dúvida entre alergia e infecções de repetição
  • Prejuízo nas atividades, no sono ou no desempenho escolar

O diagnóstico correto ajuda a identificar os desencadeantes e evita tratamentos inadequados ou medidas ambientais desnecessárias.

Quando procurar atendimento de emergência?

A alergia respiratória precisa de atendimento imediato quando a criança apresenta:

  • Dificuldade para respirar
  • Respiração muito rápida ou esforço para respirar
  • Chiado intenso
  • Dificuldade para falar ou chorar
  • Lábios ou extremidades arroxeados
  • Sonolência ou confusão
  • Retração da pele entre as costelas
  • Falta de resposta ao medicamento de resgate prescrito

Nessas situações, os responsáveis devem seguir o plano de ação da criança e procurar um serviço de emergência.

Perguntas frequentes sobre alergia à poeira e aos ácaros

Alergia à poeira passa de uma pessoa para outra?

Não. A alergia não é contagiosa. Ela ocorre por uma resposta do sistema imunológico da própria criança.

A criança pode ter alergia mesmo em uma casa limpa?

Sim. Os ácaros podem estar presentes mesmo em casas limpas, principalmente em colchões, travesseiros e tecidos. A limpeza ajuda a reduzir a exposição, mas não elimina completamente esses organismos.

Poeira causa tosse?

Pode causar ou piorar a tosse em crianças com rinite, asma ou sensibilidade das vias respiratórias. A tosse frequente deve ser investigada para identificar sua causa.

Alergia à poeira pode causar falta de ar?

Sim. Quando a criança possui asma, a exposição aos ácaros pode desencadear chiado, tosse e dificuldade para respirar.

Alergia à poeira causa catarro?

A rinite pode aumentar a produção de secreção nasal e provocar a sensação de catarro escorrendo pela garganta. Entretanto, outras causas também precisam ser consideradas.

É necessário trocar o colchão?

A troca do colchão nem sempre é necessária. O uso de uma capa adequada e a adoção de medidas de controle ambiental podem ajudar a reduzir a exposição.

Colchões muito antigos, úmidos ou com sinais de mofo precisam ser avaliados e, em alguns casos, substituídos.

O teste positivo para ácaros confirma a alergia?

Não isoladamente. O teste identifica sensibilização. Para confirmar a relevância clínica, o resultado deve ser relacionado aos sintomas e ao histórico da criança.

Produtos contra ácaros resolvem o problema?

Nenhum produto elimina completamente os ácaros. O controle costuma depender de um conjunto de medidas, com atenção especial ao colchão, aos travesseiros, às roupas de cama e aos objetos que acumulam poeira.

A criança precisa evitar brincar ao ar livre?

Não. Os ácaros estão associados principalmente aos ambientes internos. Atividades ao ar livre são importantes para a saúde e não devem ser restringidas sem uma orientação médica específica.

A vacina para alergia substitui os medicamentos?

Nem sempre. Durante a imunoterapia, alguns medicamentos podem continuar necessários, principalmente no início. O tratamento é ajustado conforme a resposta da criança.

Atendimento especializado com a Dra. Lara Novaes

A avaliação com uma médica especialista em Pediatria, Alergia e Imunologia permite investigar se os sintomas da criança possuem relação com os ácaros ou com outros alérgenos presentes no ambiente.

O diagnóstico correto ajuda a orientar medidas de controle possíveis para a família e a definir o tratamento mais adequado para rinite, asma, conjuntivite alérgica ou dermatite atópica.

A Dra. Lara Novaes Teixeira é Pediatra, Alergista e Imunologista pela Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo, com título de especialista pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia.

O atendimento considera o histórico da criança, o padrão dos sintomas, as características do ambiente e, quando necessário, os resultados dos testes alérgicos.

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A investigação especializada pode identificar os fatores relacionados aos sintomas e orientar medidas de controle e tratamento adequadas para a rotina da criança.

 



 
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